Lá vem o Sol, tchurururu

No dia 26 de janeiro de 2013, acordo com aquele barulho que combina mais com a noite: o gotejar de água nas telhas das casas devido à chuva. NÃOOOO!! Estava chovendo. Logo pensei: “pelo menos testamos as tendas ontem”. Mas como a Ju ia chegar no altar se estivesse chovendo? E o restante do povo? E as fotos? E a minha pesquisa sobre a posição do sol na hora da cerimônia? Tudo indo por água abaixo… Pior, todas as previsões do tempo que víamos dava a notícia de que o dia seria chuvoso, com pancadas de chuva às vezes, chuva fraca o tempo todo e frio. Inclusive no dia liguei a TV e vi notícias de que estava chovendo em tudo que é canto do país. Era tipo uma mensagem: “Escolheu o dia errado, trouxa!”

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Fomos para a chácara para finalizar os últimos detalhes e lá o céu estava menos animador. Nuvens cinza-escuro para todos os lados e o véu de chuva lá no fundo dizendo: “Oiê!!”

Hora de cada um se arrumar. Fui para a casa do Beto e da Rose (até nisso eles foram sensacionais) e a Ju ficou na chácara fazendo o “dia de noiva” (será?). Na casa do Beto eu via só aquela luz esbranquiçada do céu, e o desânimo foi dando vez a ansiedade. Nem reparava mais no céu.

Faltando umas 2 horas para o casamento, o céu ficou claro, com mais cor e eu comecei a sentir calor. Nesse momento alguém comentou sobre o céu, e o pai da Ju, grande Wilsão, disse com toda a calma do mundo: “Se chovesse também o povo ia aproveitar até mais” tentando me mostrar que se a chuva viesse, a gente ia curtir do mesmo jeito.

Hora de ir pra chácara. E aqui eu comecei a sentir que as nossos pedidos estavam começando a ser atendidas. Dentro do carro comecei a suar, de nervoso e CALOR!

O sol estava atrás das nuvens mas mostrava a vontade de se mostrar para todos. E meu dia melhorou.

Na hora da cerimônia o céu estava do jeito que pedi, sol e nuvens, a combinação perfeita para as fotos. Mas aos poucos a gente via as nuvens chegando. E a preocupação foi aumentando. Até que no meio da cerimônia a Ju disse ao padre: “Padre, rápido que vai chover”. Porém, o bendito, bendito de verdade, padre responde: “Chover? Hoje não chove não, filha!” E eis que o sol o escuta, e acaba voltando com mais força. E a nuvens, tão teimosas, abrem espaço para ele cantando: “Lá vem o Sol, tchurururu”.

Depois da cerimonia fizemos fotos com o pôr-do-sol às nossas costas.

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Há alguém lá em cima que olhou para nós e disse: “Sim, vocês merecem esse dia. Passaram por tudo pra chegar até aqui. Enfrentaram o mundo para se unirem numa família, e graças às pessoas boas a sua volta que transmitem energias muito boas pra vocês, eis aqui o meu presente. Aproveitem-no ao máximo!”. Parece até uma resposta pras pessoas que insistiram em agourar o casamento, que choraram no dia como viúva arrependida, que falaram tão mal da Ju, dizendo que não era pra mim. Pois bem, não acho que vocês tenham tido benção maior que essa. Somos uma família e somos unidos pois o que Deus uniu nenhum mal separa! Vó Elvira, vamos pagar a promessa e ir até Aparecida com a senhora agradecer.

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