Quem teve essa maldita ideia?

Nunca fui de sonhar casar na igreja, de véu e grinalda. Preferia sonhar com viagens, filhos e amor. Não necessariamente nessa ordem. Naquelas de brincar falando sério, acho um absurdo o significado do ritual do casamento. É o grande momento em que o pai abre mão dos seus direitos sobre a filha e a passa para o nome do marido! Juro, quer coisa mais machista e ultrapassada do que isso?

No entanto, a tradição não se mantém apenas pelas intenções. Ok, não vou mudar meu nome, mas por que não realizar essa cerimônia que marca uma mudança de vida tão grande e importante?

Topei e me empolguei. Muito. Em poucas semanas, de noiva atípica, passei a entender tudo sobre como ter o casamento dos sonhos. Comecei a juntar imagens perdidas na memória com outras conseguidas através de buscas na internet para construir o casamento dos meus sonhos.

No entanto, como todas as vezes que buscamos perfeição, acabamos conseguindo um pouco de frustração, mas pior que isso é a dedicação necessária pra que dê certo. É só uma reclamação dessas da boca pra fora, mas quando percebi que não consigo mais nem cortar a unha (repare que não estou falando em fazer…) vi que a coisa tá feia.

Acordo e meu primeiro pensamento é a festa. Vou almoçar e fico resolvendo coisas, pensando como fazer e ligando pra pegar orçamentos. Na hora de dormir, invariavelmente o que se passa na minha cabeça é: “quem foi o infeliz que resolveu fazer festa????!”.

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